Considerando

May 26, 2008 · No Comments

Terão feito confusão a muita gente estes meus textos mais “quase lá sem lá estar”. Primeiro parece que vão direitinhos em direcção a “práticas pecaminosas” e, quando já está tudo a pensar que vou acabar ali, mudo o sentido à coisa…

Pois é, como se vê o português é mesmo uma língua traiçoeira, e elas nem sempre acontecem quando mais se espera… :-)

Confesso: dá-me um prazer diabólico fazer estas maldades. Primeiro com Clinton (um devaneio meu, claro) e depois com a cena do Master Cook e o bife tártaro. Acho que vou continuar neste registo de volta e meia, com este e com os DECAUX que me mobilam aqui o sitio e parece que lhe dão outra vida.

 

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Ao telefone com a B

May 26, 2008 · 5 Comments

- Olá B.

- Olá.

- Vai estar ocupada esta tarde? Gostava de estar consigo.

- É completamente impossível.

- Está à pinha com clientes, não é?

- Não.

- Não?

- Não.

- Mas disse-me que ia estar muito ocupada… pensei.

- Já sei.

- E então posso ir ter consigo?

- É completamente impossível, vou estar ocupada como lhe disse.

- Mas disse-me que não.

- O que lhe disse foi que não estaria ocupada com clientes.

- Não percebo.

- Amanhã vai estar ocupado?

- Eu? Amanhã é completamente impossível ir ter consigo, mas posso no dia seguinte.

- Vai estar ocupado amanhã?

- Vou, tenho imensas coisas para fazer.

- Vai estar com outras acompanhantes, é isso?

- Não, mas tenho uma série de voltas para dar.

- Hum, percebo…

- Mas queria que eu fosse aí amanhã, é?

- Não.

- Já não percebo nada disto.

- Não se apoquente, a sério, ainda vai conseguir compreender…

 

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Duvido, logo existo.

May 26, 2008 · 3 Comments

Fiquei sem saber o que escrever.

Isto já vos aconteceu?

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Um DECAUX no BUTTERFLY PEPPERS (2ª POSIÇÃO, Rua dos Mártires à Pátria)

May 26, 2008 · 5 Comments

Imagens: Elisabeth Butterfly 2008 Adapt fotográfica

Já sabem que gosto do homem, o que querem que vos faça, hum?

Santana só não ganhará o PSD e o país porque - por cá - engolimos bem as manipulações e ficamos a digerir preconceitos. À custa de tanto nos contarem que Santana era bad-to-the-bone agora acreditamos mesmo que todos acreditam que Santana é mau, muito mau!

O percurso do homem fala melhor por ele. Foi o pioneiro da imprensa semanal de grande informação com a Sábado, e vendeu papel como poucos. Vendeu o grupo (PEI) a Berardo porque Cavaco lhe piscou olho para a secretaria de estado da cultura, onde desempenhou funções como ninguém, salvo quando cometeu o seu único crime: viver aquele flirt maldito com a Cristiane Torloni. Ganhou no Sporting, ganhou na Figueira e em Lisboa (sozinho). Aceitou o partido e o governo das mãos de José Manuel Barroso, que se pirou para a Europa como antes dele já tinha feito Guterres. No fim foi linchado pelo golpe presidencial de Sampaio, e ninguém lhe ligou ao caso como ninguém liga à lei anti-tabagista…

Santana tem mais experiência do que Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho juntos, mas não ganhará porque as pessoas julgam que perderá contra Sócrates não pela sua incapacidade para governar, mas por causa do que as pessoas pensam dele… decididamente não sei se a história do berço correspondia à verdade, mas lá que o homem tem jeito para Cristo…

Tomem lá laranja com espinhos!

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Confissões do amor e do desejo

May 26, 2008 · 1 Comment

- Então, foi bom?

- Foi.

- Estou arrasado, nem imaginas! Estava a ver que não vinhas e às duas por três, quando te vi lá em cima e percebi que sim, desatei a acelerar que nem doido para acabar ao mesmo tempo.

- Hum… Sabes que não podia adivinhar, e acabou por apetecer-me vir mais cedo.

- De um a dez, o que te parece?

- Não uso escalas, não sei.

- Mas não pode ser difícil dar uma nota ao que fiz. Se tivesses mesmo que dar qual seria?

- Tenho mesmo que dar, não é? Bom… acho que um seis, talvez.

- Seis?!? Só isso, tens certeza absoluta?!?

- Talvez sete… sete e meio, não sei. Foi bom, não te chega?

- Nem um oito… Mas não tiveste pica, foi isso?

- Tive! Uma piquinha talvez, mas foi muito bom. A sério!!

- Uma piquinha?!?

- Já não sei o que esperas que sinta, francamente não sei.

- Pensei que sentisses uma daquelas picas a sério, foi tudo… Como te vi fechar os olhos a meio, e nem sempre os fechas, achei que estivesses lá no teu sétimo céu, foi tudo…

- Sabes que não sinto isso sempre.

- Acho que vou fumar um cigarro, queres?

- Sim aceito, estás a meter-me nervosa com tantas perguntas. Por acaso não tens daqueles cigarros maricas que agora dei em fumar, pois não?

- Não. Sabes que eu só fumo bidhis.

- Okay, então aceito um desses teus malditos cigarros indianos.

- Mas tens mesmo a certeza que foi só um sete e meio?

- Oito, pronto! És tão chatinho tu…

- Oito… Mas ouve lá, foi bom mas não te levou ao sétimo céu, é isso?

- Ao sétimo céu não diria, mas acho que cheguei ao primeiro, talvez.

- Tu matas-me.

- Não sejas assim, sabes perfeitamente que adoro de todas as maneiras mas nem sempre fico doida de desejo, embora depois de começar a comer me saiba bem. Já te expliquei da última vez que não é só por ir ao céu que é bom.

- Não te percebo fracamente. Mas afinal como podes tu dar-me um 8 e ter só ”uma piquinha”, hum?

- Não sei, mas sabes que estou muito acostumada ao teu bife tártaro, e ao fim de tanto tempo a vir aqui comer a mesma coisa acaba por não ser novidade. 

- Muito bem, da próxima preparo-te um foie gras fresco grelhado, e foi a última vez que comeste o tártaro!

Ah! Já agora quando resolveres vir sem marcar mesa antecipadamente, vê ao menos se avisas no próprio dia. Odeio saber que vens quando passo lá em cima pelo “Health” e percebo que vais acabar por vir cá almoçar.

- Está prometido, sorry!

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