Sócrates e o vício
May 15, 2008 · 2 Comments
O nosso primeiro ministro acendeu um cigarro a bordo de uma aeronave fretada à TAP. Não devia, mas acendeu-o.
O nosso primeiro ministro fumou o cigarro que acendeu. Não devia, mas foi o que fez, mesmo ao lado do ministro da economia, que compactuou com o “crime” e, ao contrário do que se pede aos nacionais contribuintes, não “bufou“.
O nosso primeiro ministro acendeu e fumou um cigarro num espaço em que é proibido fumar. Não devia, mas o PCP acha que o país tem coisas mais importantes para discutir do que o fumo deitado para o ar, a bordo do avião da TAP, pelo cigarro poluente do nosso primeiro ministro [já nem os comunistas são como eram, meu Deus]…
Sócrates já argumentou em sua defesa: não sabia que estava a cometer uma transgressão… É pena. Perdeu a oportunidade de ficar calado. Informou que vai deixar de fumar. É tarde, devia ter sido o primeiro a dar o exemplo aos portugueses.
Espero que a lei se aplique. Espero que Sócrates dê o exemplo. Espero que a TAP e o primeiro ministro levem a multa mais alta prevista na lei. Se não acontecer assim é melhor largarmos definitivamente o cumprimento desta legislação tabagista, e dar aos juízes, como exemplo nos tribunais, o precedente do nosso pm para nossa defesa.
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De regresso ao grande cinema americano
May 15, 2008 · 4 Comments
A pouco mais de dois meses de completar sessenta e seis anos, Harrison Ford está de volta ao grande cinema americano com Steven Spielberg e George Lucas [Lucas Films]. Quase vinte anos depois de “Indiana Jones and the Last Crusade ”, o actor volta a vestir a pele de Indiana Jones em “Kingdoom of the Crystal Skull ”.
Não adianta fugirmos aos factos: Indiana Jones será [muito provavelmente] um dos heróis mais sólidos que o cinema norte-americano conseguiu construir nos últimos 30 anos. Contudo, tal como o seu antecessor, Sean Connery, Ford vem agora provar que a idade conta cada vez menos e que, apesar dos sessenta e cinco anos, não há idades certas para deixar a aventura mesmo quando o serviço é tão duro como é o de “Indy“…
Toda a gente que me lê saberá do meu fraco por Ford. Afinal de contas, em “Citizens of Planet Butterfly ” coube-lhe a ele [mais ninguém] o lugar central à mesa. Confesso que o homem não me impressiona menos do que impressionava nos tempos de Blade Runner ou Frantic. Quando o filme estrear… ter-me-á de volta à sala de cinema. Ténis de pano, jeans, e uma t-shirt debaixo de um casaco azulão forte com a inscrição: “Born in the 20th Century Girl“, comprada na minha primeira visita à “América” dos contrastes, já lá vão agora vinte e um anos…
É curiosa esta história das idades. Mal damos pelos anos passarem quando nos olhamos ao espelho e, embora passem, fica difícil perceber que ficámos mais velhos. Sobretudo quando olhamos para os heróis que nos ajudaram a crescer, e vemos que continuam tão fortes como no começo. São o exemplo acabado de que velhos… só mesmo os trapos. E mesmo assim [mesmo no caso dos trapos], prova a minha ”velha” t-shirt americana que nem sempre viver mais significa viver mais velho.
Tenham um bom dia, com um beijo especial dirigido aos mais “velhotes”!!
B.
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