Onde estava ele no dia 9 de Maio?

May 9, 2008 · 1 Comment

Parece que ninguém soube falar a lingua deste homem. Parece que não houve nos tribunais quem soubesse o que quis dizer este wild big peackock lusitano, quando disse que ia ali e já voltava… Ontem faltou aos sete anos de prisão que o aguardavam. Há quem diga que anda em parte incerta, mas não é nada disso. João Vale e Azevedo apenas pensou que o tinham entendido e foi tratar da sua vida. Por certo terá sido mal interpretado na tradução, foi tudo, mas o bom do Pedro Dantas da Cunha (o “Black and White“) não deve ter ficado lá muito contente…

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DST: Novo vírus (perigoso!!) ataca sector

May 9, 2008 · No Comments

Ontem foi o dia da europa (ai se eu apanhasse o Robert Schuman). Os europeus são uns tontos… nem uma garrafa de champagne abriram num dia tão importante para todos…

Acho que devia fazer-se com o dia da Europa, o 9 de Maio, uma comemoração especial em torno da utopia. É que estou convencida que este europeísmo que temos é uma espécie de cogumelo mágico dos nossos tempos. Quando se infiltra em alguém, o vírus (da estirpe *europococos) pode levar uma pessoa a acreditar numa europa que de facto… ainda não existe.

* Vírus recentemente descoberto. José Manuel Barroso sofre dele e já fala em chaves de casa perdidas. Sócrates foi logo atacado pelo “europococos”, e vários outros ainda sofrem da doença que esta perigosa estirpe virótica pode gerar. O vírus não escolhe profissões, mas ataca sobretudo os políticos.

É uma DST. Leia-se: Doença Sintomática da Tontice.

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Os primos de angola

May 9, 2008 · No Comments

Mira Amaral. O antigo ministro e Presidente da CGD está agora ao leme do BIC. (Ver C.V.)

Luis Mira Amaral é o presidente executivo do novo BIC Português. O banco conta na estrutura accionista com nomes conhecidos, aliás os mesmos que integram a assembleia geral do parente angolano, o BIC Angola. Américo Amorim, Fernando Teles e a filha do Presidente José Eduardo dos Santos, Isabel, formam o grupo.

Há duas leituras possíveis na notícia: Por um lado podemos optar por fazer de conta que tantos nomes de portugueses respeitáveis servem para melhorar as práticas empresariais angolanas, feitas à base dos eternos pagamentos de “portagens” para as empresas do país “irmão” que aterram ali. Por outro, podemos ser “maus“ - apesar de compreendermos os interesses de Américo Amorim e Fernando Teles, porque o capital só respeita o princípio do capital - e optarmos por ficar a pensar que esta (nada estranha) chegada de um ex-governante com a visibilidade do engenheiro Mira Amaral ao BIC pode bem acabar (na cabeça de alguns accionistas) por vir fazer o mesmo que o OMO… E o que me espanta é que Mira Amaral não é um rookie, nem tão pouco será dado a ingenuidades. Voltamos portanto ao princípio válido para a mulher de César: Não basta ser sério, e estou certa que Mira Amaral sê-lo-á.

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Até logo

May 9, 2008 · No Comments

Hoje vou ver um tipo dançar flamenco e picar uns “bichos” com os amigos. Mais tarde tenciono vir fazer crochet cá para casa. Aguarda-me um filme que quero rever: “O Império dos lobos”.

Podia ir caçar um tipo qualquer para comer algures (for free), mas falta-me a idade para a paciência do Prét-à-Porter e ainda não vou partir às descobertas para tentar o casório. Entendo-me de longe melhor com os meus clientes de sempre. Temos mais cumplicidades, e muito maiores afinidades, sem dúvida. Longe vão os tempos (quando não estava no escorting) em que vir à web significava entrar num chat para meter alguém na sala 30 minutos depois… Hoje, embora saiba que os homens são aquilo que sobra para lá da cabeça, como o camarão, prefiro aqueles que adoro pela cabeça que depois me faz desejar-lhes o corpo. Mudam as idades e mudam as ideias.

Vou jantar rapazes, tratem de portar-se bem.

Beijos na testa, respeitosos, porque a vida desta vossa amiga pode bem ser a vida de uma vizinha que vos mora ao lado. Será?

;-)

Bis später!

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Living the life

May 9, 2008 · No Comments

Despojos da noite: Memória descritiva.

Acto II - A Arte da Guerra.

Nem tudo o que parece é. Cuidado quando olhares porque os olhos podem iludir o que o coração pode ver melhor“.

Elizabeth Butterfly

(sobre os necessários preparativos das armas antes da Guerra)

O texto de há pouco tinha muito pouco a ver com a vontade de outra coisa que não fosse a defesa do objectivo de sempre: contribuir para alterar a percepção do público (e das miúdas que se deixam atrair por esta profissão, muito em particular) de que a generalidade das escorts está feita por mulheres dadas aos facilitismos e de que o escorting se esgota na extensão de pernas.

Tive realmente uma noite dura, mas nada que merecesse particular enaltecimento. Cada um deve cozer-se com as linhas que escolhe e eu escolhi as minhas. Tenho várias noites assim durante o mês. As minhas manhãs estão reservadas ao trabalho de secretária, tão fundamental a isto como é noutras áreas de actividade e outras competências profissionais. Como sempre referi, os clientes (os meus) sempre foram a sequência positiva, que se encaixa num trabalho imenso que deve solicitar às suas profissionais esta profissão.

Se me pedissem para descrever o tutano do escorting falar-vos-ia sobre tudo o que está antes e depois dos encontros. Porque o sector (não os clientes) constitui o tutano real do escorting. Como qualquer profissional, uma parte significativa das escorts tem objectivos anuais que não se esgotam no turnover. Quer sentir que acrescenta valor real à indústria e que tem um peso específico junto dos players que reconhece. A projecção que sente chega-lhe daí, muito mais do que do numeros clausus de admissões.

Encontro na expressão “Pobres Putas”, que deu título ao livro do Marquez, um significado concreto. Traduz a realidade daqueles (homens e mulheres) que entram na profissão sem nunca chegar a perceber-lhe as exigências do ponto de vista da verdadeira essência que a forma actualmente. Porque há vida dentro do escorting, e porque este não é um universo de pessoas que vivem fechadas na concha, com medo de foruns de opinião e necessidade de anunciar num par de sites que cobram verbas fora dos preços de mercado, e se arrogam o direito de fazer torto.

Com este texto de hoje quis apenas passar esta ideia. Uma ideia simples, que só não passa para as “pobres putas” porque estão feitas dentro de uma sociedade civil que ainda não acordou. O problema do escorting português é que, cada vez mais, serão as vossas filhas; as mulheres; as namoradas; as amigas… que vão chegar à profissão… Há razões diferentes para chegar ao escorting, e o dinheiro está cada vez mais longe de ser a principal.

Se pensarem nisso…

Um beijo,

B.  

  

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Vida de escort: papo-pó-ar ou a treinar?

May 9, 2008 · 2 Comments

Foi uma noite dura de combate corajoso. Sobre a mesa de trabalho ainda estão: três telemóveis, desktop e laptop, o bloco de notas, a agenda electrónica, uma Montblanc e dois lápis (roídos até ao tutano). Está também o maço dos cigarros (ou o que resta dele) meio a atirar para o maricas, que agora dei em fumar para fingir que fumo de forma mais saudável… 

Dentro do samovar, comprado aos anos na pior loja de Moscovo que conheci, o chá jaz morto e arrefeceu. No canto da mesa consigo ver que sobraram umas last fishing chips trazidas de Londres no mês passado. Resistiram surpreendentemente à dura noite de batalha. E daí… talvez tenha sido eu… Devo ter-me distraído com o pacote das tiras de milho…

Há quem tenha ideia que a vida de uma “working girl” é um fantástico “papo-pó-ar“. Ora Justamente porque ando em peregrinação aos anos, a tentar alterar ideias feitas (tão desajustadas da realidade do mundo como um sapato de criança está para um adulto), decidi-me por um tópico diferente dos habituais, que vou mesmo repartir em dois. 

Quando se leva a sério, o trabalho de uma escort independente só encontra comparação com o desenvolvido pelos quadros superiores das multinacionais. Eu sei que pensam que estou a ser optimista, mas tentarei demonstrar-vos o contrário. Essa será a minha missão. Se for bem sucedida ganha o respeito pelo sector. Se não for bem sucedida continuarei a insistir até que a água mole em pedra dura…

Vejamos:

Despojos da noite: Memória descritiva.

Acto I - A Arte da Guerra.

Por cada hora de prazer deverás lembrar-te do longo caminho que terás que ainda que percorrer antes da próxima“.

Elizabeth Butterfly

(sobre o combate e as técnicas de pegar em armas)

ooH30 - Seguindo ao milímetro o mapa de planeamento estratégico feito durante a semana, abri a lista de contactos para a madrugada e comecei a telefonar ordenadamente às colegas (e amigas) espalhadas por cantos diferentes do globo com horários aproximados. Objectivo: retomarem o link e adoptarem os novos banners. Resultado: cerca de meia centena de chamadas telefónicas de longa distância mais tarde, já estava metida em sarilhos! Os telefones ganhavam vida própria e tocavam desalmadamente como se não houvesse amanhã! Eram as devoluções de contacto das colegas que não tinham atendido.  

Ao mesmo tempo, por mail, ia enviando missivas aos cerca de 40 directórios planeados para a madrugada. Como acontece com as colegas, os diferentes directórios obrigam a diferentes banners, com diferentes endereços de email. Tudo numa lógica de segmentação por zonas geográficas e, em muitos casos, por tipologias de target. Alguns directórios têm a função exclusiva de me gerar tráfego, mas não aceitarei os prospects que chegarem dali. O sistema acaba por complicar bastante a logística já de si pouco simples, mas constitui - ainda hoje - a primeira base dos meus métodos de filtro, e dos métodos de algumas colegas mais próximas de mim. 

Estou a meio da madrugada. Os telefones fervilham. Colegas e webmistresses, um ou outro webmaster, vão chegando por mail e telefone. Lá fora toda a gente trabalha mais ou menos a horas estranhas. Tem a ver com a lógica global dos directórios, e os diferentes fusos horários em que vivem as escorts. Aturo o Alain… São duas da manhã e não me larga o telefone… Ainda não recuperou da rezinguice de ontem, quando viu o selo do ELP metido num site de espaço aberto. Como sabe que terá que sobreviver a isso (porque o selo vai continuar lá), suspira-me ao telefone enquanto aproveita para se queixar da vida… É um tipo fantástico, o Alain. Sempre mal disposto com a vida, mas uma completa ternura. ;-)

o4H10 - Enquanto vou falando e pedindo desculpa porque os telefones são dois e continuam a tocar, vou preenchendo formulários online e ajustando fotos. Porque cada um tem dimensões diferentes e fórmulas de inserção que não são nunca iguais… Desisto do Accompagnatrici e peço-lhes, mesmo fora de horas, que me resolvam um problema bicudo até porque tenho outros directórios italianos para rever. Além do mais já me devem mais uma colega: a Helena, que acaba de me dizer que o site está óptimo e já ligou o meu novo banner na página dela. Apesar de estar fora de Moscovo, em Praga, decidiu ser duplamente querida (thanks love).

o5H20 -Estou a funcionar em diferentes fusos horários e já mal vejo o telado. O que me vale é ter o “modo de piloto automático” e deixar os dedos correrem por si… Na indústria, o inglês é a lingua normalmente falada por todas as profissionais, mas acaba sempre por misturar-se com mais uma ou outra. Com a Mónica as coisas são geniais: inglês+espanhol+francês-inglês… Habituamo-nos àquilo e quase parecemos saídas de Neptuno… Só a lingua de Camões não se mistura com nada, merde…

o5H40 - Vou para a cama. Decididamente estou exausta. A Milena Cavalli acabou de fazer voltar a entrar o meu banner como acabei de lhe pedir. Fantástico! Assim sempre vou mais descansada para a cama. Durmo sempre muito pouco e daqui a pedaço vou ter que me levantar.

o9H30 - Upa! O mail está a abarrotar e os telefones indicam excesso de sms. Contudo… como sou “apenas uma escort e vivo uma vida de papo-pó-ar” decido ir namorar ao telefone com um cliente de longa data… :-)

… É bom sermos tão, tão levianas… É que não sobre a mais pequena ponta de dúvida…

(Continua no próximo capítulo)

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